Hidromel · Software

Aplicativo para ajudar com seu hidromel

Olá a todos! Como estão?

      Hoje trago para vocês um aplicativo simples para celular (Android acima da versão 6.0) que serve para alguns cálculos que são muito úteis para quando estamos produzindo hidromel em casa! Calcular o potencial alcoólico da receita, ou ainda quanto de levedura devo utilizar, ou ainda converter unidades entre Densidade, Brix e Plato.

     E o melhor, o app é 100% gratuito! Pode baixar o mesmo acessando esse link (acessar direto do celular) para baixar o arquivo .apk (que já é o instalador do Android). Ou ir na nossa sessão de Download que o arquivo ficará por ali também!

     Bom proveito e abaixo seguem algumas prints das telas do app.

Hidromel · Técnica

Guia como fazer hidromel 2.0

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Hidroméis do autor – 2012

Olá a todos! Para quem já é de casa este é um artigo que estou reescrevendo, sem apagar o original. Mas sei que que muitos dos que lerão esse artigo pela primeira vez serão pessoas que estão iniciando agora na fantástica arte da produção de hidromel e talvez apenas agora descobrindo esse site e essa pessoa que vos fala, certo? Bem cuidado, é um mundo sem volta e que te abre a cabeça para diversas outras possibilidades etílicas. Advertência dada segue uma melhor informação sobre o que é este texto de hoje.

A primeira versão que citei acima foi escrita em 2013 e serviu de resumo para parte dos artigos aqui do site de maneira a facilitar o caminho para os jovens padawans do hidromel, depois disso fiz várias atualizações em diversos destes textos, criei outros tantos e agora já era passada a hora de reescrever esse guia de produção de hidromel para deixar a coisa toda mais atualizada e completa. Claro que esse será um texto resumindo muita coisa que está no próprio site em artigos mais detalhados e que podem ser usados para aprofundar o conhecimento sobre os tópicos em si e ainda tem o meu livro onde, aí sim, dá para mergulhar mais fundo ainda nesse universo.

Para a produção de hidromel você necessitará de seguir algumas etapas no seu processo produtivo (pelo menos eu assim tenho feito). E eu acho que é sempre bacana para entrar no clima separar um tempinho para dar uma olhada na origem do hidromel na história e ver que até mesmo a origem do termo hidromel é relacionada a palavras e termos muito antigos. O próprio mel é uma das substâncias usadas a mais tempo pela humanidade.

Mas chega de delongas e introduções e vamos colocar a mão na massa, ou melhor, no mel.

Matéria prima.

Quando falamos de matéria prima, podemos dividi-las em praticamente três fundamentais e os adjuntos. As matéria primas fundamentais são a água, o mel e a levedura.

A água, que já foi assunto aqui no site, deve ser sempre uma água confiável e que no mínimo você beberia sem medo de nenhum tipo de contaminação. Não pode ter turbidez, não pode ter aromas estranhos. Deve ser segura.

downloadO mel é onde devemos – na minha opinião – prestar mais atenção e caprichar mais na escolha. Temos diversos tipos de mel no Brasil. Só falando no mel de abelha Apis melifera estamos falando em ‘n’ possibilidades diferentes de floradas e origens de néctar para que as nossas queridas abelhas criem seu néctar e o Brasil tem biomas únicos no mundo que produzem uma infinidade de meis que podem produzir uma infinidade de hidroméis. Houve um tempo onde se falava de que alguns meis eram propícios para a produção de hidromel e outros nem tanto, meis mais intensos como eucalipto, bracatinga, etc, mas hoje a visão reinante é de que não existe mel ruim para a produção de hidromel – exceto meis com problemas de produção, claro – e sim que o mel não foi devidamente encaixado na receita. Até mesmo a sensação amarga do mel de melato de bracatinga pode ser devidamente aproveitada em uma receita de hidromel. Tudo vai de obter o equilíbrio correto. E essa ideia de equilíbrio começa pelo estilo do hidromel proposto: se você deseja elaborar um hidromel leve, delicado, pensando, por exemplo, no verão que está para chegar, você irá buscar meis mais leves, florais, delicadamente frutados (ex: laranjeira, macieira, uva japão, vassourinha) para que essas características elegantes ajudem a compor um conjunto leve. Já um hidromel pensado para o inverno, onde queremos mais personalidade e intensidade de sabor, aroma e também até mesmo teor alcoólico, pedem, naturalmente, um mel com mais personalidade e intensidade (ex: eucalipto, alguns meis silvestre, a própria bracatinga e mel de melato).

Não preciso nem falar que precisamos buscar fornecedores de confiança e que tenham mel realmente de qualidade para nos fornecer, certo? Conhecer o apicultor é sempre uma arma muito poderosa para saber onde estamos pisando.

Outra coisa muito legal de se fazer é a experiência de misturar diferentes tipos de mel para obter novos resultados e talvez até mesmo criar um produto mais interessante e completo para o estilo de hidromel que pretendemos produzir. As vezes um mel que é excelente de aromas está levemente carente de sabor e outro mel com sabor de qualidade pode complementar isso que está faltando nele.

Falamos acima dos meis ainda pensando apenas nos meis das abelhinhas Apis melifera que são as mais conhecidinhas (a pretinha com listras amarelas), mas nós aqui na nossa rica fauna temos também as abelhas sem ferrão (ASF) que são produtoras de méis interessantíssimos e que podem ser uma fonte fantástica de matéria prima para nossas produções

imagesAs leveduras são pequeninos seres, na verdade são seres unicelulares (fungos) que tem apenas uma missão em sua vida: comer açúcares e nos entregar em troco CO2 e álcool. Logo podemos imaginar que quando oferecemos mel para estas pequenas estamos oferecendo uma enorme quantidade do alimento que elas tanto procuram e em troca vão nos entregar uma bebida lindamente fermentada.

Bem apesar da levedura ser um ser onipresente – sim está por toda a parte – nós usamos leveduras selecionadas e cultivadas em laboratórios para as nossas fermentações, isso se dá para evitarmos contaminações e para sabermos exatamente o que aquela levedura pretende fazer no nosso hidromel. E os laboratórios produzem diversas cepas de levedura cada qual com diferentes características de fermentação que merecem ser detalhadamente estudadas para que quando você escolha a que vai usar ela tenha a ver com o perfil da receitas que você está criando. Também temos leveduras vendidas em meio líquido e liofilizadas (desidratadas) e existem diferenças no uso das mesmas, quem vem do meio cervejeiro pode gostar de fazer starter com suas leveduras, ou ainda existe uma corrente de pessoas que ao invés comprar levedura toda vez que vai produzir um hidromel prefere fazer o reuso da mesma colônia de leveduras múltiplas vezes. Ou você pode simplesmente comprar seus pacotinhos de levedura toda vez que for fazer seu hidromel e ter sempre uma levedura fresca e adicionada na quantidade adequada para seu hidromel, assim como eu faço.

Os adjuntos são todos os ingredientes que adicionamos no nosso hidromel para agregar novas características, como frutas, especiarias ou até mesmo vegetais e madeiras. e merecem ser muito estudados. Se você decide, por exemplo, usar uma fruta no seu hidromel tem que estudar sobre as variedades, qual a que melhor se encaixa na sua produção, quanto usar, como usar, em que momento usar, etc.

Tendo ficado claro os itens anteriores podemos começar a falar dos equipamentos para produzir hidromel, que não são tantos, mas são necessários e fazer diferença.

s-l300Alguns, no começo podem ser meio “adaptados” com o fermentador. Não precisa comprar um fermentador na sua primeira tentativa, dá perfeitamente para usar um galão de água mineral, de 5, 10 ou 20 litros e começar a brincar de produzir hidromel. Mas um airlocker você vai ter que ter, comprado ou improvisado. Uma colher adequada para mexer grandes quantidades de água e mel, um termômetro para aferição de temperatura em diversas etapas do processo, mangueirinha de silicone (3/8) para transferência de líquidos e envase, e um densímetro para saber ajustar a receita para o devido potencial alcoólico.

Tendo tudo que foi discutido acima visto e revisto vamos começar a preparação do nosso hidromel propriamente dito!

Tendo reunido tudo o que você vai usar para produzir o seu hidromel: mel, água, levedura, adjuntos e equipamentos a primeira coisa a fazer é : Sanitize TODO O SEU EQUIPAMENTO e ÁREA DE TRABALHO! Sanitização é fundamental para que seu hidromel não sofra com nenhum tipo de contaminação indesejada e no final você tenha realmente uma bebida para tomar e não para temperar saladas!  Sanitizar é o processo no qual primeiro esfregamos tudo até não ter nenhum sujeira visível e depois usamos algum agente sanitizante como iodo, álcool 70, cloro ou ácido peracético para eliminar micro organismos nocivos. Tudo aqui tem que ser feito com o maior capricho!

Agora é hora de misturar o mel com a água e para facilitar a sua vida aqui vai uma dica: se o mel estiver cristalizado aqueça o mesmo em banho maria, mas evite deixar que a temperatura do mesmo ultrapasse os 60°C. Coloque o mel e a água no fermentador (que você sanitizou perfeitamente antes de usar até atingir a densidade desejada, e mexa até dissolver completamente o mel. Se quiser sanitizar o seu mel usando a temperatura apenas mantenha o mel a 60°C por 20 minutos, apesar de que não acho necessário. Ferver o mel eu considero completamente desnecessário. 

Quanto de mel eu devo dissolver na água? Bem, depende da densidade inicial desejada. A densidade inicial á a medida do densímetro antes da fermentação começar, ela nos mostra quanto de açúcares temos no nosso mosto – nome da mistura água/mel – e a densidade final é a quantidade de açúcares que restou após a fermentação terminar. Usando um cálculo podemos saber quanto de álcool foi gerado em nosso hidromel. Logo, ajustando a quantidade de mel para atingir determinada densidade inicial eu sei quanto de álcool terei em meu hidromel. Para referência você pode usar a tabela que temos no site. Ainda temos que pensar se queremos nosso hidromel seco, meio seco ou suave e para isso precisamos aprender mais técnicas de ajuste de dulçor.

Mexa bastante seu mosto para colocar o máximo de oxigênio possível ou use uma bomba de aquário com pedra difusora, ou oxigênio hospitalar puro (o melhor para oxigenar).

Agora com o mosto pronto é hora de inocular as leveduras para iniciar o processo de fermentação do nosso hidromel. Mas como quase sempre as leveduras usadas para hidromel são leveduras liofilizadas (desidratadas) vamos falar sobre o uso delas aqui, ok? As leveduras estão dormentes e não podem ser adicionadas diretamente no mosto, elas tem que ser preparadas e acordadas antes de irem para lá. Você vai acordar suas leveduras em água morna, a quantidade da água deve ser cerca de 10ml para cada grama de levedura, como normalmente cada sachet vem com 5 gramas vamos precisar de cerca de 50ml de água. Recomento usar um erlenmeyer para realizar este processo. Não mexa e aguarde cerca de 15 minutos. Importante também verificar a diferença de temperatura entre o mosto e o nosso starter antes de inocular. Jamais inocule se a diferença de temperatura entre ambos for superior a 10°C, esse choque térmico também pode ser muito ruim para as leveduras. Mas mantido uma diferença menor que 10°C isso quase se anula.

Adicionadas as leveduras no nosso mosto agora teremos algum trabalho pela frente, pois no hidromel, agora é que a brincadeira começa!

O danado do mosto hidromeleiro é um mosto que tem grande retenção do CO2 gerado na fermentação, mas esse CO2 é nocivo para as leveduras, então devemos remover esse CO2 diariamente, a maior quantidade de vezes que conseguirmos por pelo menos 3/4 da fermentação. E para isso temos que causar atrito no líquido e isso pode ser feito simplesmente mexendo o liquido com uma colher apropriada.

Nas primeiras horas de fermentação as leveduras necessitam de oxigênio para poderem se multiplicar e atingir quantidade de células necessárias para que a fermentação ocorra sem problemas, e sem estresse por parte delas.

O mosto de hidromel normalmente é muito pobre em oxigênio. Então temos que fornecer isso a ele. Como? Existem alguns métodos que podemos usar em casa. Primeiro, chacoalhe o seu mosto! Isso mesmo, balance, mexa com a colher grande, faça splashs. Isso irá incorporar oxigênio no mosto. É o mais ineficaz dos métodos, mas já ajuda. Segunda maneira: use uma bomba de aquário com filtro de ar bacteriológico de 1 micra e pedra difusora. Deixe a bomba jogar ar dentro do mosto por algumas horas (mangueira e pedra difusora sanitizada!). Terceira: O2 puro através de mangueira e pedra difusoras.

Não importa qual dos três métodos vai usar. Use algum! Suas leveduras agradecem.

Outro ponto fundamental na produção de hidromel é a nutrição do mosto. Apesar do mel ser rico em nutrientes para o seu humano ele é pobre para as leveduras. Logo, precisamos fornecer a elas o que elas precisam para ser felizes e fermentar lindamente bem.  A adição de nutrientes no seu mosto vai ter mais efeito se você a fizer em estágios. Divida o total de nutrientes que você tem em 5 partes. Primeira e maior parte na preparação do mosto. Uma dose no terceiro dia. Uma dose com ½ da atenuação completa. Última dose com ¾ da atenuação completa.

Retire provas constantes para controlar seu hidromel: verifique aromas, sabores, densidade… tente identificar possíveis problemas assim que os mesmos aparecerem e procure as soluções o mais rápido possível.

Assim que a fermentação acabar (e se tudo foi bem isso será em cerca de 15-25 dias), então temos que trasfegar. Trasfegar é transferir o hidromel de um fermentador para outro deixando a borra de sedimentos para trás, iniciando assim um processo de limpeza por decantação. E a primeira trasfega deve ser feita quando a densidade parar de mudar por vários dias consecutivos. Se você não observa mais nenhuma atividade de fermentação (sem bolhas no airlock, sem sinais de efervescência) então comece a tirar amostras e medir com o densímetro, se por cerca de 5 dias a densidade for a mesma é hora de fazer a primeira trasfega.

Agora segue o seguinte: você irá trasfegar diversas vezes até que não haja mais acúmulo de sedimentos no fundo do fermentador e seu hidromel estará apto para um eventual envase. E pode ainda contar com o auxílio de agentes clarificantes para acelerar esse processo, temos vários a nossa disposição: desde a antiga clara de ovos, o uso da gelatina incolor e a bentonita (que particularmente considero uma das melhores). Se for usar clarificantes pense e estude bem os prós e contras e aplique com cuidado.

Mas não quer dizer que devemos envasar. O hidromel ainda pode ser ajustado e melhorado. Ajustado no case de que encontremos alguma característica não tão agradável no néctar. Sempre existem algumas possibilidades de ajuste para melhorar o equilíbrio e composição geral.

500-l-regenerated-oak-barrel_4681_zoomO hidromel pode ainda ser maturado em barricas de carvalho ou ser maturado com a presença de chips de carvalho ou outras madeiras para que adquira novas camadas de sabores, aroma e estrutura. No caso do barril temos ainda a melhora estrutural causada pela micro oxidação que é um processo fantástico.

E para finalizar a produção ainda temos a possibilidade de criar novos hidroméis misturando dois ou mais hidroméis prontos para que um complemente ou outro criando assim um terceiro produto de maior qualidade!

Agora sim, hora de engarrafar. Escolha a garrafa e a rolha que sejam mais fáceis para você trabalhar. Existem diversos tipos de rolha e diversos tipos de garrafa, não esqueça de dar uma boa pesquisada antes do envase para que tenha o material adequado que é essencialmente um arrolhador que dê conta da rolha selecionada e uma garrafa que seja bem vedada por essa rolha em específico. Bem, você vai ter tempo para isso enquanto seu hidromel matura.

E se queremos extrair o máximo dos nossos hidroméis temos também que melhorarmos a nós mesmos na questão da degustação técnica. Devemos aprender a extrair o máximo possível de informações do nosso hidromel para que aprendendo com os erros e acertos tenhamos sempre novas e melhores produções adiante!

Gostou do nosso guia? Então agora é hora de colocar a mão na massa! E ainda pergunto: Que tal aprender ainda mais com nosso curso online? Temos um super curso online para você aprender a produzir hidromel com ainda mais técnicas e informações! Visite nossa página sobre os cursos disponíveis.

Um grande abraço a todos e ótimas fermentações! 

Luis Felipe de Moraes – Pompéia Hidroméis. 

Entrevistas · Hidromel

Entrevista – Hidroméis Arven

Olá a todos! Hoje temos aqui uma entrevista com os produtores de hidromel da empresa Arven hidroméis!

WhatsApp Image 2019-10-14 at 13.05.25Nascida de um sonho por criar um empreendimento, em 2015, os amigos Vinicius Molina e Ignácio Carósio, acabaram escolhendo o hidromel por ser uma bebida com força cultural e pelo potencial de um mercado ainda inexplorado. Já que ainda não tinha nada, ou ainda apenas algumas poucas marcas, resolveram colocar os fermentadores em teste e iniciar a  produção profissional da bebida.

E apesar da percepção de que o mercado ainda não conhece o tal do hidromel, eles investem no marketing nas redes sociais e em conteúdo diferenciado no site da marca e já dizem: “percebemos uma incrível mudança de quando começamos em 2015“. É o mercado de hidromel incipiente no país dando as caras meu amigos…

Quando perguntados sobre o porque do nome “Arven” para sua empresa eles me devolvem uma pergunta, que talvez seja a real motivação para a escolha do nome: “Como chamar uma bebida que possui mais de 10 mil anos de idade, que já esteve presente nas principais civilizações da história?…  …Arven significa “Legado” em diversas línguas nórdicas e nós da Arven acreditamos que não existe palavra melhor para representar o espírito desta bebida“.

WhatsApp Image 2019-10-14 at 13.05.25 (1)Para fazer com que os hidroméis cheguem a mais clientes eles não medem esforços “Oferecemos frete grátis nos pedidos de kits, descontos em diversas datas do ano e buscamos parceiros que apostam em bebidas novas e diferentes para seus clientes” e tem visto o hidromel ser muito bem recepcionado pelos clientes e usando garrafas menores conseguem oferecer uma maior variedade de hidroméis para os clientes e também facilita que estes comprando a garrafa por um preço menos tenham a possibilidade de comprar mais hidroméis. E ainda sobre o nosso imaginativo público consumidor e as diferentes maneiras de consumir hidroméis eles mesmo contam que tem um blog, onde incentivam diferentes usos em pratos e drinks, mas o público está sempre a frente em criatividade e já observaram alguns usos curiosos de seus hidroméis com “geléias, sobremesas, molhos e até na salada”.

E por falar nas variedades produzidas, dos 5 rótulos que comercializam 4 são de receitas com adjuntos especiais que vão do carvalho a cascas de laranja, limão siciliano, pimenta habanero e mais, e um deles é um hidromel tradicional. Em um passado recente já tiveram também edições exclusivas onde comercializaram um melomel de morango e um cyser! E sempre temos que fazer aquele pergunta, onde queremos que os pais da criança escolhem entre um dos filhos: “Gostamos muito de todos, mas talvez nosso favorito seria o Berrfott. O sabor da madeira é delicioso, lembra whiskey e a combinação com pimenta é incrível“.

Os jovens Arvianos também destacam a importância de concursos de hidromel pois “este tipo de ação aumenta a credibilidade da bebida e o seu conhecimento com o público“. E sempre falamos sobre os concursos de hidromel e outras bebidas aqui no site e o que vemos é que estes concursos tem alavancado imensamente a qualidade das produções, bem como tem minerado grandes talentos que acabam cedo ou tarde ingressando na indústria e criando produtos fantásticos. E eles ainda foram premiados no ano passado na II Copa Kylix de Hidromel que aconteceu em Curitiba. Levaram a medalha de ouro entre os profissionais! “Vencer a competição ano passado foi muito legal e inesperado… … Foi muito bom obter este reconhecimento pelo trabalho feito além de receber o feedback dos jurados, o que nos ajuda a melhorar ainda mais“. Todos esperamos meus caros, quanto mais hidromel bom melhor para o mercado!

WhatsApp Image 2019-10-14 at 13.05.27Dos hidroméis que existem por ai os inesquecíveis para os Arvianos foram dois: “um melomel chamado Freyja feito com frutas vermelhas e com leve carbonatação muito equilibrado e com aroma inesquecível” e “um hidromel tradicional seco francês, produzido por Alain Laperrousaz“. E hidroméis inesquecíveis ainda fazem que, mesmo com toda a correria do trabalho de venda e comercialização dos hidroméis de linha ainda tenham tempo e vontade de testar novos produtos nos fermentadores caseiros “Uma das nossas maiores surpresas foi um melomel de abacaxi que possuia muita personalidade e ‘brasileiraridade’“. Quem sabe em breve não encontramos uma versão desse carinha nas garrafas, hein?

Eles acreditam também que a produção caseira é sempre um grande catalisador de novos talentos e que destes muitos acabam procurando se formalizar e se transformar de fato em indústria para crescer corretamente e com segurança! E isso tanto teve importância na vida deles que “As inspirações para nossos produtos e as técnicas que utilizamos acabaram vindo da nossa própria experiência e estudos com a bebida” mostrando uma veia fortemente autodidata sobre os hidroméis”, e apesar de procurarem seguir a tendência de grandes nomes como Melovino e Moonlight sentem a falta de diversidade para comprar e provar aqui no nosso país!

É isso, desejamos vida longa a Arven Hidroméis e que possam ainda trazer muitos grandes produtos para o mercado brasileiro.

Abaixo segue e entrevista na íntegra e para quem ler tuuuuudo tem uma surpresa no final, oferecida cortesmente pela Arven”

Um abraço a todos e boas fermentações

Luis Felipe de Moraes – Pompéia Hidroméis.

Entrevista na íntegra.

1 – Nos conte um pouco sobre a sua história em relação aos hidroméis e como a Arven Hidroméis surgiu.

Atualmente a Arven tem dois sócios, Vinicius Molina, químico e Ignácio Carósio, publicitário. Amigos e entusiastas em bebidas artesanais, sempre pensamos numa forma de abrir nosso próprio negócio.

Por volta de 2015, tínhamos interesse em produzir cerveja artesanal, mas no mesmo período tivemos contato com uma matéria sobre hidromel. Ficamos instigados com a bebida, toda a sua cultura e potencial, mas quando fomos procurar para comprar percebemos que não existiam produtos no mercado brasileiro.

Começamos a pesquisar sobre os métodos de fabricação e uma das primeiras fontes de informação, claro, foi o site Pompeia Hidroméis que nos ajudou bastante no começo.

A partir daí vimos o hidromel como uma oportunidade para empreendermos numa empresa própria e começamos a estudar mais e testar muitos métodos e ingredientes.

2 – Porque o nome Arven e o que ele significa?

Como chamar uma bebida que possui mais de 10 mil anos de idade, que já esteve presente nas principais civilizações da história? Algo que já esteve nas mesas de Gregos e Romanos; apreciado por Chineses a séculos atrás e adorado pelos Vikings.

Uma bebida que muito provavelmente foi a primeira bebida alcoólica que a humanidade teve contato. Lá atrás, quando o homem ainda era nômade e o acompanhou por toda sua jornada até os dias de hoje.

Arven significa “Legado” em diversas línguas nórdicas e nós da Arven acreditamos que não existe palavra melhor para representar o espírito desta bebida.

3 – Como foi entrar no mercado com produtos tão pouco conhecidos pelo brasileiro?

Esta é a maior dificuldade. Como não temos capital para investir em divulgação de forma mais agressiva, trabalhamos nossas redes sociais e site com conteúdo que possa atrair a atenção e instigar a curiosidade nas pessoas.

O conhecimento que as pessoas têm com o hidromel ainda é pequeno, mas já percebemos uma incrível mudança de quando começamos em 2015. Com a entrada de outros produtores e pessoas que querem fazer este mercado funcionar, estamos confiantes que o hidromel continuará  ganhando destaque e estamos prontos para este crescimento do mercado.

4 – Como você está inserindo este produto no mercado e qual a percepção que o público tem tido sobre o produto apresentado? E porque escolheram a garrafa de 355ml? Há um motivo especial para essa escolha?

Buscamos divulgar nossos produtos nas redes sociais com a mesma qualidade que grandes marcas fazem. Oferecemos frete grátis nos pedidos de kits, descontos em diversas datas do ano e buscamos parceiros que apostam em bebidas novas e diferentes para seus clientes. As pessoas têm adorado os hidroméis e normalmente gostam de quase todos os sabores.

Quando planejamos a Arven percebemos que não  seria um produto tão barato, principalmente por causa do custo do mel e pelo tamanho da produção que teríamos inicialmente. Oferecer nossos hidroméis em garrafas menores resolveu vários problemas de produção e faz o produto mais acessível em valor. Resultando em uma embalagem que gostamos muito e que foi bem recebida por nossos clientes.

Uma garrafa menor facilita a compra para aqueles que não conhecem hidromel mas tem interesse em provar. E como sempre estamos pensando em novos sabores, ajuda nas vendas de kits para nosso público.

5 – Quais são os hidroméis que vocês produzem atualmente? Já existem novos produtos no horizonte?

Atualmente trabalhamos com Solur (hidromel tradicional seco), e temos também uma linha de quatro produtos saborizados com ingredientes selecionados e naturais. O Calmaria, feito com hidromel e cascas de laranja e de limão siciliano. O Berrfott, onde carvalho francês e pimenta habanero fazem parte da receita. O Insônia, feito com hidromel e café. E o Silvestre que possui  erva doce e cascas de laranja. Todos são hidroméis mais secos, com exceção do Silvestre que está mais para um semi-seco.

No passado já fizemos edições limitadas, uma de morango chamado Morana e outro de maçã com o nome de Mazã. Temos planos de lançar futuramente mais edições limitadas de novos sabores.

6 – Vocês produzem diversos estilos de hidromel, qual o que você mais gosta dentre eles tanto de produzir quanto de beber?

É difícil dizer pois cada um possui uma personalidade própria o que dificulta compará-los. Gostamos muito de todos, mas talvez nosso favorito seria o Berrfott. O sabor da madeira é delicioso, lembra whiskey e a combinação com pimenta é incrível. Com certeza é um hidromel diferente do tudo o que provamos por aí.

7 – Vocês foram premiados na segunda edição da Copa Kylix de hidroméis, que foi a primeira edição que permitiu a participação de profissionais. Como você avalia ser premiado em um concurso que já reúne quase uma centena de amostras inscritas? E qual a sua opinião sobre os concursos de hidromel?

É muito importante que se tenha um concurso para o hidromel e a organização está de parabéns pela iniciativa, este tipo de ação aumenta a credibilidade da bebida e o seu conhecimento com o público, além de apontar quais produtos estão num caminho bom.

Quando começamos a produzir não sabíamos muito o sabor que um hidromel deveria ter, provamos alguns produtos artesanais nacionais na época e nenhum tinha atingido nossa expectativa, até pensamos por algum momento em desistir, mas quando fizemos nosso primeiro lote que foi um melomel de morango, percebemos que o hidromel tem possibilidades maravilhosas e que teríamos uma variedade muito grande de sabores para explorar.

Vencer a competição ano passado foi muito legal e inesperado. Ainda não conhecíamos todos os produtos nacionais e os que tínhamos provado já eram de boa qualidade. Foi muito bom obter este reconhecimento pelo trabalho feito além de receber o feedback dos jurados, o que nos ajuda a melhorar ainda mais. Este ano estamos participando novamente e com certeza será mais difícil conquistar o troféu, mas estamos na torcida.

8 – Qual é o hidromel inesquecível que você já provou? É comercial ou caseiro?

Tomamos uma vez um hidromel comercial de uma marca espanhola excepcional. Era um melomel chamado Freyja feito com frutas vermelhas e com leve carbonatação muito equilibrado e com aroma inesquecível.

Outro hidromel inesquecível foi um hidromel tradicional seco francês, produzido por Alain Laperrousaz.

9 – Você também produz hidroméis artesanais? O que tem saído dos seus fermentadores?

A verdade é que fermentamos menos do que gostaríamos pois a maior parte do nosso tempo é dedicado a fermentação dos nossos 5 produtos da linha comercial junto com todas as etapas de comercialização envolvidas. Porém, a não muito tempo atrás fizemos alguns experimentos com melomeis e testamos com inúmeras frutas. Uma das nossas maiores surpresas foi um melomel de abacaxi que possuia muita personalidade e “brasileiraridade”. Temos plano de talvez lançar alguma edição especial nesse estilo, quem sabe.

10– O que você, como produtor industrial, acha da cultura de produção caseira/artesanal?

É da produção caseira que nascem as produções industriais. É o berço das bebidas e também a fase mais gostosa, onde se aprende muito testando e provando novas técnicas e ingredientes. Naturalmente o produto amadurece e com o tempo sua produção se regulariza em uma indústria. Não tem como crescer de forma artesanal, além de ser arriscado para quem produz e para quem consome.

11 – Você tem algum hidromel, comercial, caseiro, de alguma região específica ou mesmo de algum fabricante específico que serve de inspiração para suas produções?

As inspirações para nossos produtos e as técnicas que utilizamos acabaram vindo da nossa própria experiência e estudos com a bebida. Começamos num momento que era muito pouco o conhecimento sobre o hidromel, as fontes mais completas eram em inglês e até hoje são poucas as publicações científicas. Acabamos tendo que desenvolver tudo com pesquisa própria.

Hoje até podemos dizer que nos inspiramos em marcas dos Estados Unidos principalmente, como Moonlight e Melovino, mas ainda não chegamos nem a provar estes hidroméis, pela dificuldade em comprar daqui do Brasil.

12 – Quais são as formas mais inusitadas de consumo que já observou dentro o seu público?

No nosso site temos um blog com pratos e drinques para fazer com hidromel e os mais inusitados que pesquisamos até agora foram de geléias, sobremesas, molhos e até na salada. Ou em drinques, onde se pode substituir qualquer fermentado como vinho ou vermute por hidromel.

13 – Algumas últimas palavras ou uma mensagem para os leitores?

Ficamos muito felizes com este convite para uma entrevista. É bem legal participar do site Pompéia Hidroméis que nos ajudou muito no começo com as dicas em vídeos e esperamos que cada vez mais pessoas conheçam o hidromel, tomem e indiquem para os amigos para que este legado do hidromel se faça presente no nosso país.

Os produtos da Arven Hidroméis podem ser encontrados na loja O Dente Azul!

Um abraço amigos!

Entrevistas · Hidromel

Entrevista: Vicky Rowe – GotMead.com

19397187_10212431100265142_2047132008299645851_nHoje tenho a honra de compartilhar uma super entrevista com vocês! A nossa convidada é ninguém menos que Vicky Rowe, proprietária do site GotMead.com e diretora executiva da Americam Meadmakers Association e apaixonada por viajar para encontrar os amigos, pela sua família e netos e uma das maiores (se não a maior) incentivadoras do hidromel no mundo!

Ela é sem dúvida nenhuma uma das pessoas mais influentes no mundo do hidromel e através do seu site GotMead.com ela influenciou e influencia pessoas na produção do hidromel desde o início na popularização da internet. Inclusive este que vos escreve! Quando comecei a pesquisar sobre hidroméis a principal referência era o site GotMead e o fórum homebrewtalk.com, então é um enorme prazer poder entrevistar essa grande personalidade do mundo hidromeleiro.

Vicky teve desde criança contato com produção de bebidas, pois seu pai era produtor de vinho em casa, “geralmente fazia vinho no porão” e também era uma pessoa que gostava de ler livros de fantasia, geralmente encontrava nestes a bebida chamada hidromel e claro que nisso o seu destino começava a dar dicas da direção que pretendia seguir: “em 1985 um amigo fez hidromel em casa e nós compartilhamos” e aí estava a primeira ligação de amor com a bebida. Um ano depois em um festival renascentista ela provou novamente hidromel “era enjoativamente doce e eles serviam em doses de 100 ml por 4 dólares e eles estavam vendendo a garrafa por 9 dólares, então estavam fazendo muito dinheiro disso” conta Vicky que imediatamente pensou “I posso fazer isso” e foi buscar as informações para aprender sobre hidromel. Era um tempo que a internet ainda engatinhava no mundo e utilizando a rede CompuServe (um dos primórdios da internet) ela chegou aos livros do Roger Morse e do Acton e Duncan, “estes livros me ensinaram algo” e logo adiante, com o desenvolvimento da internet ganhando fôlego, encontrou mais informações no grupo SCA (Society for Creative Anachronism  ou A Sociedade para Anacronismo Criativo – em tradução livre) e “informação sobre hidroméis históricos”. Logo, Vicky já era em 1990, uma ativa produtora de hidroméis!

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O famoso logo do GotMead.com

Tão interessada estava que foi aprender HTML e “criei uma pequena página na web para salvar as informações que encontrava e notas para mim mesma”. Outras pessoas começaram a encontrar a página dela “e assim o GotMead nasceu. Hoje é um site com mais de 200 páginas, um grande fórum, múltiplos grupos no facebook e um podcast. E, claro, continua a crescer acompanhando o crescimento pelo interesse no hidromel”.

Para Vicky o GotMead “sempre significou uma maneira de trazer informação para todos que estão interessados e tem se tornado um importante lugar para pessoas aprenderem e encontrar outros recursos”. Através do GotMead, Vicky pode ajudar a fundar a The Mazer Cup International – atualmente a maior competição de hidromel do planeta – , conhecer muitas pessoas do mundo do hidromel, ajudar a indústria hidromeleira a crescer e também “foi de grande ajuda em me tornar a Diretora Executiva da Associação Americana de Hidromeleiros – AMMA (American Mead Makers Association – em inglês).

Durante essa longa jornada ela viu, “através dos anos trabalhando em competições” o hidromel melhorando dramaticamente indo de “ruim e médio para excelente” e acredita que a qualidade continuará a melhorar enquanto obtemos acessos “novas e melhores técnicas e ferramentas de produção de hidromel” e que o mundo dessa fantástica bebida já passou por diversos grandes momentos desde que ela nele está mergulhada.

Sobre as inovações em produções, ela vê os “hidromeis session (hidroméis com baixo teor alcoólico) como os mais promissores do mercado, já que são rápidos para produção e mais fáceis para a aceitação do consumidor, tanto quando para restaurantes e pubs trabalharem, mais associados com o que se espera de uma sidra ou cerveja em termos de consumo” e aposta também nos hidroméis “secos para demi-sec que harmonizão com refeições, o que também ajuda a coloca-los nos pubs e restaurantes”. Este é, inclusive, um estilo que já está popularizado nos Estados Unidos ela lembra que “hidroméis com baixo teor alcoólico existem já a algum tempo”.

Sobre hidroméis brasileiros ela apenas ouviu falar e ainda não teve a oportunidade de provar nenhum, mas sabe que a América do Sul é uma das regiões que estão quentes quando o assunto é hidromel e ela ainda completa “neste ponto parece que os Estados Unidos tem o maior interesse (sobre hidromel), mas a tendência corrente mostra que o interesse cresce rapidamente na Europa, Canada, Américas Central e do Sul e na borda do Pacífico”.

Falando sobre seu trabalho de consultora da indústria hidromeleira, ela nota que uma das maiores dificuldades das indústrias é  o fato de que “as hidromelarias sofrem para alcançar pessoas fora da sua área local e pessoas que já conhece sobre hidromel”, fatos que são cada vez mais importantes para quem quer ter sucesso na comercialização de sua produção e também nos conta que nos Estados Unidos a maior parte dos consumidores de hidromel “vem das cervejas artesanais, já que são muito abertos a coisas novas”.

Como era de se esperar a Vicky não tem um estilo favorito de hidromel pois “existem tantos estilos maravilhosos”, mas consegue nos apontar um dos últimos hidroméis fantásticos que marcou sua memória “recentemente, eu provei um Pyment absolutamente maravilhoso da Crafted Artisan Mead, chamado ‘In Yo Face Pyment. Era feito com uvas cabernet sauvignon e envelhecido por 6 meses em barris de Bourbon. O bouquet e sabor eram impressionantes”.

Ela adora produzir cysers, melomeis, tradicionais e também metheglins e dá uma dica para quem está começando: “Perquise. Faça sua lição de casa e aprenda técnicas modernas. Não tenha medo de experimentar com diferentes méis e ingredientes, e pegue dicas com outros hidromeleiro mais experientes para te ajudar a melhorar”.

Para finalizar, Vicky nos conta que “ama a ser possível seguir sua paixão pelos hidroméis e manter o GotMead para ajudar os hidromeleiros, e pelo trabalho com a AMMA ajudar o hidromel a crescer nos Estados Unidos e encorajar hidromeleiro por todo o mundo”

E certamente sua dedicação pelo hidromel e todas as conquistas que essa fantástica bebida proporcionou na sua vida nos servem de grande inspiração e encorajamento para seguir firmes nesse caminho.

O Pompéia Hidroméis agradece imensamente Vicky Rowe por compartilhar conosco um pouquinho da sua vida!

Um grande abraço a todos e ótimas fermentações

Luis Felipe de Moraes – Pompéia Hidroméis

Abaixo segue a entrevista no original e na íntegra:

1 – Tell us a little about your history regarding mead and how you get to “Got Mead”.

I’ve always been interested in home winemaking, my father used to make wine in the basement when I was a child. And I’ve always loved fantasy books, which often included mead. After leaving university in 1985, a friend made a mead at home and we shared it. I really liked it. Then I had some mead at a renaissance festival in 1986. It was cloyingly sweet, and they served a 100ml portion for $4 US. The mead they were selling sold for $9 US a bottle, so they were making a lot of money from it.

I immediately thought ‘I can do this myself’ and set out to learn how to make mead. There was very little information available, and very little internet. I obtained information via Compuserve that lead me to Roger Morse’s book, and Acton and Duncan. These books taught me some. As internet started to happen, I was able to locate some information posted by those who did SCA (Society for Creative Anachronism ), and some other historical mead information. I practiced HTML learning, and created a small web page to save the resources I found, and notes for myself. Others began to find my list of resources, and thus GotMead was born.

Gotmead has since grown into a 200 page website, a large fórum, multiple groups on Facebook and a podcast, and continues to grow and evolve as interest in mead increases

2 – What the website “The Got Mead” means for you, what have it changed in your life?

Gotmead has always meant a way to bring mead information to anyone who is interested, and has become an important place for people to learn and reach out to other resources. Because of GotMead, I was able to help found the Mazer Cup, meet many people in the mead industry and help the mead industry grow. And GotMead was helpful in becoming Executive Director of the American Mead Makers Association

3 – How do you see the mead quality in both home making and industrial comparing when you started your interest on meadmaking and now? How do you see it in the future?

Meadmaking quality has improved sharply since I started my interest in mead. Over the years of working with competitions, I have seen mead go from bad and average to excellent. I believe that mead quality will continue to get better as we have access to new and better meadmaking techniques and tools

4 – When was the biggest moment in the mead world in your opinion?

That is a difficult thing to say, as there have been many ‘big moments’.

5 – Is there a mead style – or technique – you think is more promising regarding the market? Why?

I believe that session meads (mead below 8% ABV) will be the most promising in the market, as they are fast to produce, and easy for consumers to accept and drink, and for pubs and restaurants to carry, much like cider or beer. I think the second mead style will be off dry to semi-sweet meads that will pair well with meals, which will also help get them into pubs and restaurants

6 – What countries do you see more interested in meadmaking, both home and comercial?

At this point, it seems that the US has the most intense interest, but current trends show that interest in mead is fast increasing in Europe, Canada, Central and South America, and the Pacific Rim

7 – Do you see any country developing a particular mead styles in mead industry? Do you have any traditional mead you really apreciate?

Developing a style? Well, I suppose that the lower ABV meads (session meads) were at least popularized in the US, though I don’t think we can claim to have invented it, as hydromels have been around for a while. Poland has very specific styles designed as nationwide style guidelines.

8 – As you work as consultant, what was the greatest difficulties for the industries to reach the market? Today is much different compared to ten years ago?

The biggest difficulty I’ve seen is in reaching people outside the mead industry and the people who already know about mead. Today is somewhat easier, but most meaderies struggle to reach people outside their local area and the people who already know about mead

9 – What have you heard of brazilian mead so far? Have you tasted any?

I have only heard about Brazilian mead from my friends who make it. I have not had the opportunity to try it yet

10 – In US mead market, where does the consumers usually come from, beer or wine or none of those? Do they make any comparisons with other beverages?

Many come from craft beer lovers, as they are very open to new things

11 – Whats your favorite style of mead? Why?

I don’t really have a favorite, there are so many wonderful mead styles available!

12 – What’s the mead you can’t forget? Tell us about it!

Recently I had an absolutely wonderful pyment from Crafted Artisan Mead called ‘In Yo Face Pyment’. It was made with cabernet sauvinon grapes and aged 6 months in bourbon barrels. The bouquet and flavor were stunning.

13 – What’s your advice for meadmakers starting the path?

Research. Do your homework and learn modern techniques. Don’t be afraid to experiment with honeys and ingredients, and get the input of other meadmakers who are experienced to help you improve

14 – Are you a meadmaker? If yes tell us more about it!

Yes, I’ve been making mead since 1990, and love to make cysers, melomels, traditionals and metheglins.

15 – Do you have a passion?

Lots of them! I am passionate about mead, of course. But I’m also passionate about traveling to meet my friends, and about my Family and grandchildren

Feel free to let us any final words.

I love being able to follow my passion in mead in running Gotmead to help meadmakers, and by working with the American Mead Makers Association to help grow mead in the US and encourage meadmakers all over the world!

Entrevistas · Hidromel

Entrevista: Christiano Bonete – Daemon – RS

Hoje trazemos para vocês uma entrevista com o Christiano Bonete, Ppoprietário da marca Daemon Brew de Porto Alegre. Continue lendo “Entrevista: Christiano Bonete – Daemon – RS”

Etéreo Hidroméis · Hidromel · Profissional

E vem aí o primeiro hidromel comercial.

Olá a todos! É com enorme satisfação que anuncio a todos a chegada do primeiro rótulo comercial produzido por nós! E virá sob o nome de uma noma marca: Etéreo Hidroméis.

Nova-EtereoPrimeiro, você poderia estar se perguntando, porque um novo nome? Porque a Pompéia Hidroméis sempre esteve ligada aos cursos, à cultura caseira e à transmissão de conhecimento sobre o universo do hidromel, coisa que vem fazendo desde 2012. Então achei justo e válido criar uma nova marca para o hidromel comercial. Logo todos os hidroméis comerciais, e outras bebidas – sim, outras bebidas – sairão sob o nome Etéreo Hidroméis!

E o primeiro hidromel ser lançado será uma versão comercial do conhecido The Mighty Mo, em uma edição única e de quantidade de produção limitada! Esse hidromel estará disponível muito em breve para a venda em nossa loja virtual (www.odenteazul.com.br) com entrega para todo o país via FedEx e Correios e também em Curitiba com retirada ao vivo e a cores e entrega via motoboy! Em alguns dias vamos liberar na loja virtual a pré-venda do hidromel para quem quiser garantir sua garrafa.

Dá uma conferida no rótulo do hidromel:

Mighty-site

E não será apenas esse hidromel não, teremos mais novidades para logo, mais alguns hidroméis já estão em fase de produção e deverão ter suas estréia anunciada. E como falei mais acima, teremos já de cara, mais uma bebida enchendo nosso portfólio, um Limoncello de produção comercial, que está em fase final de produção, anúncio para muito em breve.

Por agora são essas as novidades que posso adiantar para vocês sobre a questão comercial que está surgindo aí! Ah, e isso não altera em nada a missão da Pompéia Hidroméis que continuará aqui para prover vocês de informações e conteúdos relevantes e de produção própria para o mundo hidromeleiro. Teremos, inclusive, uma série de novidades para breve também.

Todos os produtos da Etéreo Hidroméis podem ser encontrados na nossa loja online a loja O Dente Azul.

Um abraço a todos e ótimas fermentações!

Luis Felipe de Moraes – Pompéia Hidroméis e Etéreo Hidroméis!

Hidromel · Técnica

Queijos e vin… ops, Hidromel.

images (1)Espera, não era para ser queijos e vinhos? O que é esta bebida aqui que você trouxe? Bebida feita de mel também vai bem com diferentes pratos e com queijos? Vai meu amigo, e como vai. Vamos falar mais sobre isso?

Continue lendo “Queijos e vin… ops, Hidromel.”

ASH · concursos · Eventos · Hidromel

III Copa Kylix de hidromel – Inscrições abertas!

logoA terceira Copa Kylix de hidromel está com as inscrições abertas à partir de hoje. Se você produz seus hidroméis é uma grande oportunidade de ter seus hidroméis avaliados por experientes juízes e obter um excelente retorno sobre suas produções.

Continue lendo “III Copa Kylix de hidromel – Inscrições abertas!”

Hidromel

A coisa tá quente!

Quando falamos que existe a necessidade de controlar a temperatura da fermentação do hidromel para evitar oscilações amplas e mesmo que a temperatura exceda a faixa tolerada pela levedura é disso que estamos falando.

Continue lendo “A coisa tá quente!”

Etéreo Hidroméis · Hidromel · O Dente Azul · Profissional

O Dente Azul voltou!

LogoDenteOlá a todos! É com prazer que anuncio que a minha antiga loja virtual – que estava desativada a muito tempo – está de volta!

Continue lendo “O Dente Azul voltou!”