Entrevistas · Hidromel

Entrevista – Hidroméis Arven

Olá a todos! Hoje temos aqui uma entrevista com os produtores de hidromel da empresa Arven hidroméis!

WhatsApp Image 2019-10-14 at 13.05.25Nascida de um sonho por criar um empreendimento, em 2015, os amigos Vinicius Molina e Ignácio Carósio, acabaram escolhendo o hidromel por ser uma bebida com força cultural e pelo potencial de um mercado ainda inexplorado. Já que ainda não tinha nada, ou ainda apenas algumas poucas marcas, resolveram colocar os fermentadores em teste e iniciar a  produção profissional da bebida.

E apesar da percepção de que o mercado ainda não conhece o tal do hidromel, eles investem no marketing nas redes sociais e em conteúdo diferenciado no site da marca e já dizem: “percebemos uma incrível mudança de quando começamos em 2015“. É o mercado de hidromel incipiente no país dando as caras meu amigos…

Quando perguntados sobre o porque do nome “Arven” para sua empresa eles me devolvem uma pergunta, que talvez seja a real motivação para a escolha do nome: “Como chamar uma bebida que possui mais de 10 mil anos de idade, que já esteve presente nas principais civilizações da história?…  …Arven significa “Legado” em diversas línguas nórdicas e nós da Arven acreditamos que não existe palavra melhor para representar o espírito desta bebida“.

WhatsApp Image 2019-10-14 at 13.05.25 (1)Para fazer com que os hidroméis cheguem a mais clientes eles não medem esforços “Oferecemos frete grátis nos pedidos de kits, descontos em diversas datas do ano e buscamos parceiros que apostam em bebidas novas e diferentes para seus clientes” e tem visto o hidromel ser muito bem recepcionado pelos clientes e usando garrafas menores conseguem oferecer uma maior variedade de hidroméis para os clientes e também facilita que estes comprando a garrafa por um preço menos tenham a possibilidade de comprar mais hidroméis. E ainda sobre o nosso imaginativo público consumidor e as diferentes maneiras de consumir hidroméis eles mesmo contam que tem um blog, onde incentivam diferentes usos em pratos e drinks, mas o público está sempre a frente em criatividade e já observaram alguns usos curiosos de seus hidroméis com “geléias, sobremesas, molhos e até na salada”.

E por falar nas variedades produzidas, dos 5 rótulos que comercializam 4 são de receitas com adjuntos especiais que vão do carvalho a cascas de laranja, limão siciliano, pimenta habanero e mais, e um deles é um hidromel tradicional. Em um passado recente já tiveram também edições exclusivas onde comercializaram um melomel de morango e um cyser! E sempre temos que fazer aquele pergunta, onde queremos que os pais da criança escolhem entre um dos filhos: “Gostamos muito de todos, mas talvez nosso favorito seria o Berrfott. O sabor da madeira é delicioso, lembra whiskey e a combinação com pimenta é incrível“.

Os jovens Arvianos também destacam a importância de concursos de hidromel pois “este tipo de ação aumenta a credibilidade da bebida e o seu conhecimento com o público“. E sempre falamos sobre os concursos de hidromel e outras bebidas aqui no site e o que vemos é que estes concursos tem alavancado imensamente a qualidade das produções, bem como tem minerado grandes talentos que acabam cedo ou tarde ingressando na indústria e criando produtos fantásticos. E eles ainda foram premiados no ano passado na II Copa Kylix de Hidromel que aconteceu em Curitiba. Levaram a medalha de ouro entre os profissionais! “Vencer a competição ano passado foi muito legal e inesperado… … Foi muito bom obter este reconhecimento pelo trabalho feito além de receber o feedback dos jurados, o que nos ajuda a melhorar ainda mais“. Todos esperamos meus caros, quanto mais hidromel bom melhor para o mercado!

WhatsApp Image 2019-10-14 at 13.05.27Dos hidroméis que existem por ai os inesquecíveis para os Arvianos foram dois: “um melomel chamado Freyja feito com frutas vermelhas e com leve carbonatação muito equilibrado e com aroma inesquecível” e “um hidromel tradicional seco francês, produzido por Alain Laperrousaz“. E hidroméis inesquecíveis ainda fazem que, mesmo com toda a correria do trabalho de venda e comercialização dos hidroméis de linha ainda tenham tempo e vontade de testar novos produtos nos fermentadores caseiros “Uma das nossas maiores surpresas foi um melomel de abacaxi que possuia muita personalidade e ‘brasileiraridade’“. Quem sabe em breve não encontramos uma versão desse carinha nas garrafas, hein?

Eles acreditam também que a produção caseira é sempre um grande catalisador de novos talentos e que destes muitos acabam procurando se formalizar e se transformar de fato em indústria para crescer corretamente e com segurança! E isso tanto teve importância na vida deles que “As inspirações para nossos produtos e as técnicas que utilizamos acabaram vindo da nossa própria experiência e estudos com a bebida” mostrando uma veia fortemente autodidata sobre os hidroméis”, e apesar de procurarem seguir a tendência de grandes nomes como Melovino e Moonlight sentem a falta de diversidade para comprar e provar aqui no nosso país!

É isso, desejamos vida longa a Arven Hidroméis e que possam ainda trazer muitos grandes produtos para o mercado brasileiro.

Abaixo segue e entrevista na íntegra e para quem ler tuuuuudo tem uma surpresa no final, oferecida cortesmente pela Arven”

Um abraço a todos e boas fermentações

Luis Felipe de Moraes – Pompéia Hidroméis.

Entrevista na íntegra.

1 – Nos conte um pouco sobre a sua história em relação aos hidroméis e como a Arven Hidroméis surgiu.

Atualmente a Arven tem dois sócios, Vinicius Molina, químico e Ignácio Carósio, publicitário. Amigos e entusiastas em bebidas artesanais, sempre pensamos numa forma de abrir nosso próprio negócio.

Por volta de 2015, tínhamos interesse em produzir cerveja artesanal, mas no mesmo período tivemos contato com uma matéria sobre hidromel. Ficamos instigados com a bebida, toda a sua cultura e potencial, mas quando fomos procurar para comprar percebemos que não existiam produtos no mercado brasileiro.

Começamos a pesquisar sobre os métodos de fabricação e uma das primeiras fontes de informação, claro, foi o site Pompeia Hidroméis que nos ajudou bastante no começo.

A partir daí vimos o hidromel como uma oportunidade para empreendermos numa empresa própria e começamos a estudar mais e testar muitos métodos e ingredientes.

2 – Porque o nome Arven e o que ele significa?

Como chamar uma bebida que possui mais de 10 mil anos de idade, que já esteve presente nas principais civilizações da história? Algo que já esteve nas mesas de Gregos e Romanos; apreciado por Chineses a séculos atrás e adorado pelos Vikings.

Uma bebida que muito provavelmente foi a primeira bebida alcoólica que a humanidade teve contato. Lá atrás, quando o homem ainda era nômade e o acompanhou por toda sua jornada até os dias de hoje.

Arven significa “Legado” em diversas línguas nórdicas e nós da Arven acreditamos que não existe palavra melhor para representar o espírito desta bebida.

3 – Como foi entrar no mercado com produtos tão pouco conhecidos pelo brasileiro?

Esta é a maior dificuldade. Como não temos capital para investir em divulgação de forma mais agressiva, trabalhamos nossas redes sociais e site com conteúdo que possa atrair a atenção e instigar a curiosidade nas pessoas.

O conhecimento que as pessoas têm com o hidromel ainda é pequeno, mas já percebemos uma incrível mudança de quando começamos em 2015. Com a entrada de outros produtores e pessoas que querem fazer este mercado funcionar, estamos confiantes que o hidromel continuará  ganhando destaque e estamos prontos para este crescimento do mercado.

4 – Como você está inserindo este produto no mercado e qual a percepção que o público tem tido sobre o produto apresentado? E porque escolheram a garrafa de 355ml? Há um motivo especial para essa escolha?

Buscamos divulgar nossos produtos nas redes sociais com a mesma qualidade que grandes marcas fazem. Oferecemos frete grátis nos pedidos de kits, descontos em diversas datas do ano e buscamos parceiros que apostam em bebidas novas e diferentes para seus clientes. As pessoas têm adorado os hidroméis e normalmente gostam de quase todos os sabores.

Quando planejamos a Arven percebemos que não  seria um produto tão barato, principalmente por causa do custo do mel e pelo tamanho da produção que teríamos inicialmente. Oferecer nossos hidroméis em garrafas menores resolveu vários problemas de produção e faz o produto mais acessível em valor. Resultando em uma embalagem que gostamos muito e que foi bem recebida por nossos clientes.

Uma garrafa menor facilita a compra para aqueles que não conhecem hidromel mas tem interesse em provar. E como sempre estamos pensando em novos sabores, ajuda nas vendas de kits para nosso público.

5 – Quais são os hidroméis que vocês produzem atualmente? Já existem novos produtos no horizonte?

Atualmente trabalhamos com Solur (hidromel tradicional seco), e temos também uma linha de quatro produtos saborizados com ingredientes selecionados e naturais. O Calmaria, feito com hidromel e cascas de laranja e de limão siciliano. O Berrfott, onde carvalho francês e pimenta habanero fazem parte da receita. O Insônia, feito com hidromel e café. E o Silvestre que possui  erva doce e cascas de laranja. Todos são hidroméis mais secos, com exceção do Silvestre que está mais para um semi-seco.

No passado já fizemos edições limitadas, uma de morango chamado Morana e outro de maçã com o nome de Mazã. Temos planos de lançar futuramente mais edições limitadas de novos sabores.

6 – Vocês produzem diversos estilos de hidromel, qual o que você mais gosta dentre eles tanto de produzir quanto de beber?

É difícil dizer pois cada um possui uma personalidade própria o que dificulta compará-los. Gostamos muito de todos, mas talvez nosso favorito seria o Berrfott. O sabor da madeira é delicioso, lembra whiskey e a combinação com pimenta é incrível. Com certeza é um hidromel diferente do tudo o que provamos por aí.

7 – Vocês foram premiados na segunda edição da Copa Kylix de hidroméis, que foi a primeira edição que permitiu a participação de profissionais. Como você avalia ser premiado em um concurso que já reúne quase uma centena de amostras inscritas? E qual a sua opinião sobre os concursos de hidromel?

É muito importante que se tenha um concurso para o hidromel e a organização está de parabéns pela iniciativa, este tipo de ação aumenta a credibilidade da bebida e o seu conhecimento com o público, além de apontar quais produtos estão num caminho bom.

Quando começamos a produzir não sabíamos muito o sabor que um hidromel deveria ter, provamos alguns produtos artesanais nacionais na época e nenhum tinha atingido nossa expectativa, até pensamos por algum momento em desistir, mas quando fizemos nosso primeiro lote que foi um melomel de morango, percebemos que o hidromel tem possibilidades maravilhosas e que teríamos uma variedade muito grande de sabores para explorar.

Vencer a competição ano passado foi muito legal e inesperado. Ainda não conhecíamos todos os produtos nacionais e os que tínhamos provado já eram de boa qualidade. Foi muito bom obter este reconhecimento pelo trabalho feito além de receber o feedback dos jurados, o que nos ajuda a melhorar ainda mais. Este ano estamos participando novamente e com certeza será mais difícil conquistar o troféu, mas estamos na torcida.

8 – Qual é o hidromel inesquecível que você já provou? É comercial ou caseiro?

Tomamos uma vez um hidromel comercial de uma marca espanhola excepcional. Era um melomel chamado Freyja feito com frutas vermelhas e com leve carbonatação muito equilibrado e com aroma inesquecível.

Outro hidromel inesquecível foi um hidromel tradicional seco francês, produzido por Alain Laperrousaz.

9 – Você também produz hidroméis artesanais? O que tem saído dos seus fermentadores?

A verdade é que fermentamos menos do que gostaríamos pois a maior parte do nosso tempo é dedicado a fermentação dos nossos 5 produtos da linha comercial junto com todas as etapas de comercialização envolvidas. Porém, a não muito tempo atrás fizemos alguns experimentos com melomeis e testamos com inúmeras frutas. Uma das nossas maiores surpresas foi um melomel de abacaxi que possuia muita personalidade e “brasileiraridade”. Temos plano de talvez lançar alguma edição especial nesse estilo, quem sabe.

10– O que você, como produtor industrial, acha da cultura de produção caseira/artesanal?

É da produção caseira que nascem as produções industriais. É o berço das bebidas e também a fase mais gostosa, onde se aprende muito testando e provando novas técnicas e ingredientes. Naturalmente o produto amadurece e com o tempo sua produção se regulariza em uma indústria. Não tem como crescer de forma artesanal, além de ser arriscado para quem produz e para quem consome.

11 – Você tem algum hidromel, comercial, caseiro, de alguma região específica ou mesmo de algum fabricante específico que serve de inspiração para suas produções?

As inspirações para nossos produtos e as técnicas que utilizamos acabaram vindo da nossa própria experiência e estudos com a bebida. Começamos num momento que era muito pouco o conhecimento sobre o hidromel, as fontes mais completas eram em inglês e até hoje são poucas as publicações científicas. Acabamos tendo que desenvolver tudo com pesquisa própria.

Hoje até podemos dizer que nos inspiramos em marcas dos Estados Unidos principalmente, como Moonlight e Melovino, mas ainda não chegamos nem a provar estes hidroméis, pela dificuldade em comprar daqui do Brasil.

12 – Quais são as formas mais inusitadas de consumo que já observou dentro o seu público?

No nosso site temos um blog com pratos e drinques para fazer com hidromel e os mais inusitados que pesquisamos até agora foram de geléias, sobremesas, molhos e até na salada. Ou em drinques, onde se pode substituir qualquer fermentado como vinho ou vermute por hidromel.

13 – Algumas últimas palavras ou uma mensagem para os leitores?

Ficamos muito felizes com este convite para uma entrevista. É bem legal participar do site Pompéia Hidroméis que nos ajudou muito no começo com as dicas em vídeos e esperamos que cada vez mais pessoas conheçam o hidromel, tomem e indiquem para os amigos para que este legado do hidromel se faça presente no nosso país.

Os produtos da Arven Hidroméis podem ser encontrados na loja O Dente Azul!

Um abraço amigos!

Entrevistas · Hidromel

Entrevista: Vicky Rowe – GotMead.com

19397187_10212431100265142_2047132008299645851_nHoje tenho a honra de compartilhar uma super entrevista com vocês! A nossa convidada é ninguém menos que Vicky Rowe, proprietária do site GotMead.com e diretora executiva da Americam Meadmakers Association e apaixonada por viajar para encontrar os amigos, pela sua família e netos e uma das maiores (se não a maior) incentivadoras do hidromel no mundo!

Ela é sem dúvida nenhuma uma das pessoas mais influentes no mundo do hidromel e através do seu site GotMead.com ela influenciou e influencia pessoas na produção do hidromel desde o início na popularização da internet. Inclusive este que vos escreve! Quando comecei a pesquisar sobre hidroméis a principal referência era o site GotMead e o fórum homebrewtalk.com, então é um enorme prazer poder entrevistar essa grande personalidade do mundo hidromeleiro.

Vicky teve desde criança contato com produção de bebidas, pois seu pai era produtor de vinho em casa, “geralmente fazia vinho no porão” e também era uma pessoa que gostava de ler livros de fantasia, geralmente encontrava nestes a bebida chamada hidromel e claro que nisso o seu destino começava a dar dicas da direção que pretendia seguir: “em 1985 um amigo fez hidromel em casa e nós compartilhamos” e aí estava a primeira ligação de amor com a bebida. Um ano depois em um festival renascentista ela provou novamente hidromel “era enjoativamente doce e eles serviam em doses de 100 ml por 4 dólares e eles estavam vendendo a garrafa por 9 dólares, então estavam fazendo muito dinheiro disso” conta Vicky que imediatamente pensou “I posso fazer isso” e foi buscar as informações para aprender sobre hidromel. Era um tempo que a internet ainda engatinhava no mundo e utilizando a rede CompuServe (um dos primórdios da internet) ela chegou aos livros do Roger Morse e do Acton e Duncan, “estes livros me ensinaram algo” e logo adiante, com o desenvolvimento da internet ganhando fôlego, encontrou mais informações no grupo SCA (Society for Creative Anachronism  ou A Sociedade para Anacronismo Criativo – em tradução livre) e “informação sobre hidroméis históricos”. Logo, Vicky já era em 1990, uma ativa produtora de hidroméis!

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O famoso logo do GotMead.com

Tão interessada estava que foi aprender HTML e “criei uma pequena página na web para salvar as informações que encontrava e notas para mim mesma”. Outras pessoas começaram a encontrar a página dela “e assim o GotMead nasceu. Hoje é um site com mais de 200 páginas, um grande fórum, múltiplos grupos no facebook e um podcast. E, claro, continua a crescer acompanhando o crescimento pelo interesse no hidromel”.

Para Vicky o GotMead “sempre significou uma maneira de trazer informação para todos que estão interessados e tem se tornado um importante lugar para pessoas aprenderem e encontrar outros recursos”. Através do GotMead, Vicky pode ajudar a fundar a The Mazer Cup International – atualmente a maior competição de hidromel do planeta – , conhecer muitas pessoas do mundo do hidromel, ajudar a indústria hidromeleira a crescer e também “foi de grande ajuda em me tornar a Diretora Executiva da Associação Americana de Hidromeleiros – AMMA (American Mead Makers Association – em inglês).

Durante essa longa jornada ela viu, “através dos anos trabalhando em competições” o hidromel melhorando dramaticamente indo de “ruim e médio para excelente” e acredita que a qualidade continuará a melhorar enquanto obtemos acessos “novas e melhores técnicas e ferramentas de produção de hidromel” e que o mundo dessa fantástica bebida já passou por diversos grandes momentos desde que ela nele está mergulhada.

Sobre as inovações em produções, ela vê os “hidromeis session (hidroméis com baixo teor alcoólico) como os mais promissores do mercado, já que são rápidos para produção e mais fáceis para a aceitação do consumidor, tanto quando para restaurantes e pubs trabalharem, mais associados com o que se espera de uma sidra ou cerveja em termos de consumo” e aposta também nos hidroméis “secos para demi-sec que harmonizão com refeições, o que também ajuda a coloca-los nos pubs e restaurantes”. Este é, inclusive, um estilo que já está popularizado nos Estados Unidos ela lembra que “hidroméis com baixo teor alcoólico existem já a algum tempo”.

Sobre hidroméis brasileiros ela apenas ouviu falar e ainda não teve a oportunidade de provar nenhum, mas sabe que a América do Sul é uma das regiões que estão quentes quando o assunto é hidromel e ela ainda completa “neste ponto parece que os Estados Unidos tem o maior interesse (sobre hidromel), mas a tendência corrente mostra que o interesse cresce rapidamente na Europa, Canada, Américas Central e do Sul e na borda do Pacífico”.

Falando sobre seu trabalho de consultora da indústria hidromeleira, ela nota que uma das maiores dificuldades das indústrias é  o fato de que “as hidromelarias sofrem para alcançar pessoas fora da sua área local e pessoas que já conhece sobre hidromel”, fatos que são cada vez mais importantes para quem quer ter sucesso na comercialização de sua produção e também nos conta que nos Estados Unidos a maior parte dos consumidores de hidromel “vem das cervejas artesanais, já que são muito abertos a coisas novas”.

Como era de se esperar a Vicky não tem um estilo favorito de hidromel pois “existem tantos estilos maravilhosos”, mas consegue nos apontar um dos últimos hidroméis fantásticos que marcou sua memória “recentemente, eu provei um Pyment absolutamente maravilhoso da Crafted Artisan Mead, chamado ‘In Yo Face Pyment. Era feito com uvas cabernet sauvignon e envelhecido por 6 meses em barris de Bourbon. O bouquet e sabor eram impressionantes”.

Ela adora produzir cysers, melomeis, tradicionais e também metheglins e dá uma dica para quem está começando: “Perquise. Faça sua lição de casa e aprenda técnicas modernas. Não tenha medo de experimentar com diferentes méis e ingredientes, e pegue dicas com outros hidromeleiro mais experientes para te ajudar a melhorar”.

Para finalizar, Vicky nos conta que “ama a ser possível seguir sua paixão pelos hidroméis e manter o GotMead para ajudar os hidromeleiros, e pelo trabalho com a AMMA ajudar o hidromel a crescer nos Estados Unidos e encorajar hidromeleiro por todo o mundo”

E certamente sua dedicação pelo hidromel e todas as conquistas que essa fantástica bebida proporcionou na sua vida nos servem de grande inspiração e encorajamento para seguir firmes nesse caminho.

O Pompéia Hidroméis agradece imensamente Vicky Rowe por compartilhar conosco um pouquinho da sua vida!

Um grande abraço a todos e ótimas fermentações

Luis Felipe de Moraes – Pompéia Hidroméis

Abaixo segue a entrevista no original e na íntegra:

1 – Tell us a little about your history regarding mead and how you get to “Got Mead”.

I’ve always been interested in home winemaking, my father used to make wine in the basement when I was a child. And I’ve always loved fantasy books, which often included mead. After leaving university in 1985, a friend made a mead at home and we shared it. I really liked it. Then I had some mead at a renaissance festival in 1986. It was cloyingly sweet, and they served a 100ml portion for $4 US. The mead they were selling sold for $9 US a bottle, so they were making a lot of money from it.

I immediately thought ‘I can do this myself’ and set out to learn how to make mead. There was very little information available, and very little internet. I obtained information via Compuserve that lead me to Roger Morse’s book, and Acton and Duncan. These books taught me some. As internet started to happen, I was able to locate some information posted by those who did SCA (Society for Creative Anachronism ), and some other historical mead information. I practiced HTML learning, and created a small web page to save the resources I found, and notes for myself. Others began to find my list of resources, and thus GotMead was born.

Gotmead has since grown into a 200 page website, a large fórum, multiple groups on Facebook and a podcast, and continues to grow and evolve as interest in mead increases

2 – What the website “The Got Mead” means for you, what have it changed in your life?

Gotmead has always meant a way to bring mead information to anyone who is interested, and has become an important place for people to learn and reach out to other resources. Because of GotMead, I was able to help found the Mazer Cup, meet many people in the mead industry and help the mead industry grow. And GotMead was helpful in becoming Executive Director of the American Mead Makers Association

3 – How do you see the mead quality in both home making and industrial comparing when you started your interest on meadmaking and now? How do you see it in the future?

Meadmaking quality has improved sharply since I started my interest in mead. Over the years of working with competitions, I have seen mead go from bad and average to excellent. I believe that mead quality will continue to get better as we have access to new and better meadmaking techniques and tools

4 – When was the biggest moment in the mead world in your opinion?

That is a difficult thing to say, as there have been many ‘big moments’.

5 – Is there a mead style – or technique – you think is more promising regarding the market? Why?

I believe that session meads (mead below 8% ABV) will be the most promising in the market, as they are fast to produce, and easy for consumers to accept and drink, and for pubs and restaurants to carry, much like cider or beer. I think the second mead style will be off dry to semi-sweet meads that will pair well with meals, which will also help get them into pubs and restaurants

6 – What countries do you see more interested in meadmaking, both home and comercial?

At this point, it seems that the US has the most intense interest, but current trends show that interest in mead is fast increasing in Europe, Canada, Central and South America, and the Pacific Rim

7 – Do you see any country developing a particular mead styles in mead industry? Do you have any traditional mead you really apreciate?

Developing a style? Well, I suppose that the lower ABV meads (session meads) were at least popularized in the US, though I don’t think we can claim to have invented it, as hydromels have been around for a while. Poland has very specific styles designed as nationwide style guidelines.

8 – As you work as consultant, what was the greatest difficulties for the industries to reach the market? Today is much different compared to ten years ago?

The biggest difficulty I’ve seen is in reaching people outside the mead industry and the people who already know about mead. Today is somewhat easier, but most meaderies struggle to reach people outside their local area and the people who already know about mead

9 – What have you heard of brazilian mead so far? Have you tasted any?

I have only heard about Brazilian mead from my friends who make it. I have not had the opportunity to try it yet

10 – In US mead market, where does the consumers usually come from, beer or wine or none of those? Do they make any comparisons with other beverages?

Many come from craft beer lovers, as they are very open to new things

11 – Whats your favorite style of mead? Why?

I don’t really have a favorite, there are so many wonderful mead styles available!

12 – What’s the mead you can’t forget? Tell us about it!

Recently I had an absolutely wonderful pyment from Crafted Artisan Mead called ‘In Yo Face Pyment’. It was made with cabernet sauvinon grapes and aged 6 months in bourbon barrels. The bouquet and flavor were stunning.

13 – What’s your advice for meadmakers starting the path?

Research. Do your homework and learn modern techniques. Don’t be afraid to experiment with honeys and ingredients, and get the input of other meadmakers who are experienced to help you improve

14 – Are you a meadmaker? If yes tell us more about it!

Yes, I’ve been making mead since 1990, and love to make cysers, melomels, traditionals and metheglins.

15 – Do you have a passion?

Lots of them! I am passionate about mead, of course. But I’m also passionate about traveling to meet my friends, and about my Family and grandchildren

Feel free to let us any final words.

I love being able to follow my passion in mead in running Gotmead to help meadmakers, and by working with the American Mead Makers Association to help grow mead in the US and encourage meadmakers all over the world!

Entrevistas · Hidromel

Entrevista: Christiano Bonete – Daemon – RS

Hoje trazemos para vocês uma entrevista com o Christiano Bonete, Ppoprietário da marca Daemon Brew de Porto Alegre. Continue lendo “Entrevista: Christiano Bonete – Daemon – RS”

Entrevistas · Livros

Entrevista com Steve Piatz

Grande livro! Recomendadíssimo pelo Pompeia Hidroméis!

Olá a todos! Agora que os cursos deram uma acalmada pude retomar os artigos para o blog. E para marcar o retorno apresentamos para vocês uma curta e exclusiva entrevista com Steve Piatz, autor do livro “The Complete Guide for Making Mead” (ainda sem versão em português – como toda publicação de hidromel) lançado este ano nos EUA e que trás todos os conhecimentos básicos sobre produção de hidromel bem como os avanços obtidos nos últimos anos sobre produção de hidromel. Alguns desses conhecimentos estão fazendo a grande diferença na produção de hidromeleiros nos EUA e veem criando um grande quantidade de Meadmakers of the Year naquele país.

Continue lendo “Entrevista com Steve Piatz”