Abelhas Nativas

Abelha-jatai

Abelha Jataí (Tetragonisca angustula)

Olá a todos! Vou inaugurar hoje no blog uma nova etapa. Apresento hoje para você o primeiro artigo de um autor convidado pelo Blog Pompéia Hidromeis. Como temos muitos leitores, hidromeleiros e amigos que tem conhecimentos específicos em determinadas áreas que não são de grande domínio da minha pessoa, nada mais justo que aprendermos todos, eu incluso, com essas pessoas. Hoje o primeiro artigo será do Henrique Nadolny Hertel e Marcelle Yumi Murai.

Bom proveito a todos!

Abelhas Nativas

Quando se fala em mel é comum ouvirmos o nome Apis mellifera, a tradicional abelha que nos perturba ao tomar um café ou refrigerante tanto em áreas rurais como áreas urbanas e que produzem quantidades significativas de mel. No entanto, elas não são as únicas a existirem em nosso país. Na verdade estas, as Apis, são nativas da Europa e da África.

No Brasil estima-se que haja em torno de 300 espécies de abelhas nativas, insetos que por vezes muitas pessoas nem reconhecem como abelhas por não observarem semelhança com a Apis, porém este pequeno integrante de nossa fauna tem uma responsabilidade imensa na polinização da flora brasileira, inclusive, existem algumas espécies vegetais que dependem quase que exclusivamente da ajuda deles. – Mas, enfim, o que são estas “Abelhas Nativas”? Insetos da Família Apidae, as abelhas nativas também são comumente conhecidas como abelha sem ferrão (ASFs) que na verdade possuem ferrão, mas, atrofiados. São insetos sociais que convivem harmoniosamente em colônias com um regime matriarcal e uma rígida rotina de trabalho. Sua cor, forma e tamanho podem variar de acordo com espécie e fatores climáticos ou de região.

Mas são com certeza todas lindas, como fadas eu diria.

Estabelecem suas comunidades naturalmente em ocos de árvores, frestas em pedras, na terra entre outros espaços convenientes. A medida que o ser humano foi tomando o espaço natural para si, as abelhas e algumas outras criaturas foram obrigadas a se adaptarem ao mundo urbano e por isso encontramos algumas famílias instaladas em muros, calçadas, latas, forro de casas, etc.

Porém nem todas as abelhas conseguem um lugar confortável e sem o incomodo para sobreviver afinal não existem muitas árvores com diâmetro adequado para a formação de uma colônia. O triste é que além de atividades madeireiras e agropecuárias, houve e ainda há uma intervenção predatória e as pequenas pouco podem fazer para se defender já que seu ferrão não funciona.

O interesse em nossas abelhas nativas começou a crescer com o desenvolvimento de estudos pelas universidades e por órgãos como a EMBRAPA, e o surgimento de associações, que facilitaram o acesso dos meliponicultores às informações para criação adequada, além de meios para obter outra fonte de renda. A partir do conhecimento das características e diferenças, o mel, passou a ser a base para o desenvolvimento de diversos outros produtos, como extrato, própolis, sprays e cosméticos, cada um evidenciando suas propriedades antimicrobianas, antivirais, antiinflamatórias e antioxidantes. Visto que há uma necessidade de proteger as nossas espécies nativas e também pelo alto valor comercial de seu mel existem pessoas que se dedicam a esta atividade: os Meliponicultures.Estes fazem uso de caixas racionais que são criadas para reproduzir as condições naturais com o espaço interno calculado e que mantenham uma temperatura agradável.

O meliponicultor responsável jamais retira um enxame que esteja instalado naturalmente para seu próprio prazer a não ser que as próprias ABELHAS estejam em risco. Nada de cortar árvores!!! Existem técnicas para se obter enxames e as mais comuns são o aproveitamento das enxameações naturais ou por divisão artificial de colônias. A enxameação ocorre quando a família esta bastante forte e se divide naturalmente assim, basta oferecer um lugar propício para o novo enxame. O aroma, paladar, coloração, viscosidade e propriedades funcionais do mel que elas produzem estão diretamente relacionadas com a fonte de néctar que o originou e com a espécie de abelha que o produziu.

Entre as mais conhecidas espécies de abelhas nativas estão a Jataí, Mandaçaia, Tubuna, Mirim, Uruçu e Manduri, as quais são provavelmente lembradas por seus pais ou avós. A Meliponicultura é uma atividade onde a recompensa é garantida pois além do mel ser delicioso o prazer é garantido quando se pode ver as pequenas fadas dançando sobre as flores de nossos jardins.

Autores:

Henrique Nadolny Hertel

Marcelle Yumi Murai



Categorias:Abelhas

Tags:, , , , , , , , , ,

10 respostas

  1. Olá,

    Parabens, muito legal. Eu tenho uma colméia de jataí em casa, é muito legal ver elas trabalharem.
    Já fiz hidromel do mel de jataí também. Fica muito bom e exótico, pena que é muito caro pois o kg deste mel ta na faixa de 110,00/kg

    Curtir

  2. Parabéns pelo blog, achei muito instrutivo os textos e os vídeos. Nota-se que tens muito conhecimento e que tu procuras sempre te aperfeiçoar, notadamente uma grande virtude. Sou cervejeiro caseiro de Pelotas/RS e estou buscando novos horizontes, acho que esta técnica de remoção de CO2 será válida na cerveja ou não? gostaria de uma indicação de onde posso comprar as leveduras e os nutrientes para produção do Hidromel. Grato!

    Curtir

  3. Parabéns a toda equipe pelo artigo! Perfeito!

    Curtir

  4. Ótimo texto, obrigado pelas contribuições a respeito de tudo que ronda em torno do Hidromel!

    Curtir

Trackbacks

  1. Tucanaíra! | Pompeia Hidroméis

Deixe um comentário!!!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: